Como escolher o nome da sua marca.

Nome de marca

Como escolher o nome da sua marca.

Escrito por Criável

Nome de marca – Não é de hoje que escolher o nome do negócio deixa um monte de empreendedores cheios de dúvidas e inseguranças!

Rola até uma pressão extra para a execução dessa tarefa, já que o nome precisa sintetizar o conceito por trás da marca em apenas uma ou duas palavras.

Outro grande problema é a sensação de que todos os nomes do mundo já foram usados, sobrando coisas esquisitíssimas pra você.

Quem nunca morreu de medo de acabar escolhendo um nome meio cafona pra própria marca ou um projeto especial? 

Ou perdeu horas de trabalho (ou noites de sono) tentando encontrar o nome perfeito, pra não chegar a nenhuma conclusão?

Se você já se viu nesse tipo de situação, nesse post, vamos te dar 3 dicas muito valiosas sobre Naming, que é justamente como a gente chama esse processo de dar um nome a uma marca.

Bora lá?

Nome de marca | dica #1 –  Não comece pelo nome!

Esse é um erro clássico entre empreendedores que pode atrapalhar demais o início de uma marca. 

A menos que você já tenha um nome muito específico em mente, como o seu próprio nome, o nome de alguém da sua família, ou qualquer outra grande inspiração por trás do seu trabalho, não comece pelo nome.

Não faz sentido nenhum você pensar no nome do seu negócio sem antes construir a sua estratégia de Branding e o DNA da sua marca!

Então, antes de sair por aí pesquisando mil nomes, investe o seu tempo em desenvolver os principais pilares da sua marca como o Propósito, os Valores, a Personalidade e o perfil do seu Público principal.

Isso, com certeza já vai te dar um norte, além de pistas objetivas de onde procurar palavras para o nome, deixando tudo muito mais fácil.

É como se você estivesse escrevendo um livro e precisasse dar um nome para o personagem.

Fica muito mais fácil fazer isso depois que você já sabe quem ele é, o que ele faz da vida, do que ele gosta, o seu arco narrativo, os seus maiores conflitos…

Com a sua marca é a mesma coisa. 

Depois que você souber direitinho quem ela é, vai ser outra história.

Ah, e se você não faz ideia de como começar a construir a sua estratégia de marca, ou nem sabe muito bem o que é Branding, no canal do Criável no Youtube tem muito conteúdo gratuito disponível sobre esse assunto .

Nome de marca | dica #2: O nome não é a coisa mais importante da identidade visual.

E com identidade visual, aqui, a gente quer dizer o conjunto de símbolos e elementos que caracterizam uma marca, tipo o logo, a cartela de cor, a tipografia, os ícones e por aí vai.

Na verdade, se no fim das contas você não encontrar um nome perfeito, que expresse tudo aquilo que a sua marca é… tá tudo bem. 

Você ainda vai ter vários outros elementos para apoiar e expressar a sua identidade no mundo, compensando o nome, que nem sempre é incrível mesmo.

Aliás, é só olhar para várias marcas de sucesso, como a Osklen e a Farm, para ver que essa coisa toda do nome perfeito não existe muito.

Falando nisso, eu já vou te dar a Dica 3, que é:

Nome de marca | dica #3: Jogue com palavras. 

Depois que você já tiver a estratégia de marca estruturada, uma boa forma de chegar em um nome diferente para chamar de seu é a partir de uma chuva de palavras que represente o seu universo.

Mas como fazer uma chuva de palavras?

É super simples e tem várias formas. 

  • Você pode pegar posts-its e ir pregando na sua parede. 
  • Você pode comprar um papel pardo, daqueles grandes, e escrever direto nele. 
  • Você pode até fazer isso no seu computador usando, por exemplo, o power point.

A nossa dica é colocar a mão na massa e usar ferramentas analógicas, com espaço, sabe?, porque o fazer manual conecta a gente direto com o coração.

Se você for estudar os mudrás do yoga você vai ver que tem estruturas no nosso corpo, como glândulas e nodos, que conectam diretamente as nossas mãos e o nosso coração.

Ou seja, quando a gente se joga em uma atividade manual a gente tá sim estimulando o coração….e a gente sabe que é de lá que surgem as melhores ideias, né? 😉

Depois que você já tiver decidido como você vai fazer a sua chuva de palavras, você vai sair anotando tudo o que vier à sua cabeça.

Não sem censura! Vai escrevendo todas as palavras que você sente que têm a ver com o universo da sua marca, mesmo que elas sejam um pouco estranhas ou comuns demais, tipo “sol”, “lua”, “amor” e etc.

Daí, o próximo passo vai ser organizar a sua chuva, arrumando as palavras em pequenos grupos, trios, duplas…

Por isso eu gostamos muito de trabalhar com o post-it, porque você pode mover as coisas de lugar, reorganizar tudo quantas vezes quiser e é muito mais fácil.

Essa é uma dica pra vida, na verdade, pra você usar toda vez que precisar solucionar um desafio criativo. Ajuda muito!

Aí, vamos lá, se até esse ponto você ainda não encontrou um nome que seja bom o suficiente, um exercício muito válido é juntar, cortar, misturar essas palavras, criando palavras novas!

Por exemplo, o nome Osklen é uma mistura de Oskar e Leonardo, os dois irmãos fundadores da marca.

Já Farm, apesar de significar fazenda em inglês, vem da Rua Farme de Amoedo, em Ipanema, que é uma rua bem carioca, caminho pra praia, e que tem tudo a ver com o DNA da marca.

Será que eu uso umas palavras em inglês, francês ou qualquer outra língua pra chegar no nome da minha marca?

Depende muito de cada caso. 

No caso de marcas muito cosmopolitas como a Haight, a Insecta Shoes ou a Zee Dog, um nome em inglês faz sentido.

Já no caso de marcas muito brasileiras, como a Dengo, que é uma marca de chocolate, ou a Catarina Mina, que faz bolsas artesanais no sertão do Ceará, faz muito mais sentido um nome em português.

A mesma coisa rola com marcas muito autorais, como a Paola Vilas, por exemplo, ou a Aluf, que é uma “abreviação” de Ana Luiza Fernandes, criadora da marca. 

Essas pessoas desenvolvem um trabalho tão cheio da sua identidade que faz sentido que a marca tenha o seu próprio nome.

Mas claro, não é uma obrigatoriedade.

Ah, e se vocabulário não é o seu forte, aí vai uma dica extra, que a nossa redatora, a Feb, usa muito:

Consulte um dicionário analógico. 

Esse dicionário, ao invés de trazer a explicação do que significa cada palavra, traz outras palavras do mesmo universo nos verbetes.

Ou seja, é uma chuva de palavras já encadernada. 

Então pode ser que, consultando esse livro, você descubra uma porção de palavras que você nunca nem tinha ouvido falar, e que carregam exatamente o significado que você quer transmitir com a SUA marca.

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